CRB contrata psicólogo; Ari Barros vibra com ganho expressivo

O CRB ampliou a atuação da área de saúde mental ao trazer mais um profissional para apoiar o grupo nessa vertente.

Apresentação do novo profissional e foco inicial

Apresentado no Ninho do Galo na última quarta-feira, o psicólogo Matheus Vasconcelos explicou como será o trabalho no clube: não é uma área responsável apenas pela preparação psicológica do atleta, mas pela saúde mental como um todo. O meu trabalho aqui no CRB, de início, será entender como o grupo funciona. Vamos priorizar uma avaliação geral de todos os atletas, para identificar suas forças psicológicas. Nesse primeiro momento, já estamos coletando essas informações com os jogadores, a fim de compreender quais são as principais características individuais e coletivas. A partir daí, vamos direcionar para um trabalho de orientação, educação e preparação dos atletas, para que eles possam fazer o melhor uso possível dessas características, tanto em campo quanto fora dele.

Objetivo com os jogadores

O vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, o novo integrante do CRB, destacou qual o maior objetivo com os jogadores. — O nosso principal objetivo é fazer com que esta reta final do Campeonato Brasileiro, para o CRB, transcorra em um ambiente de muita segurança psicológica para os atletas. O que estou chamando de segurança psicológica envolve desde a busca, em conjunto com a comissão, a direção e os próprios jogadores, por estratégias que mantenham um clima positivo durante toda essa fase, até o desenvolvimento, de forma individual e coletiva, de mecanismos que permitam aos atletas se manterem resilientes ao longo do segundo turno da Série B. —

Executivo de futebol do Galo, Ari Barros comemorou a chegada do psicólogo. — Estou muito feliz com a chegada do Matheus, já é da área, agradeço ao clube por ter aceito esse novo profissional na instituição. Eu penso daqui a pouco (em trazer) um psiquiatra também, porque o meu filho, de 19 anos, tem TDAH. Depois que foi detectado TDAH, eu fui estudar e entender —

— E tem muita situação no jogo de futebol que o atleta não toma uma decisão correta porque ele pode ter um TDAH, que é um desvio de atendimento, de atenção, e com um profissional desse nível, junto com o psicólogo, a gente pode trabalhar o TDAH porque o TDAH tem que ser tratado. Aí, ele vai apurar sua atenção, e aí a gente pode ter um ganho extraordinário.

Impacto no desempenho e perspectivas

Ex-jogador, Ari assegurou que o atleta pode ter o desempenho potencializado com esse trabalho mental. — Imagina um atleta chegar numa equipe onde tem todo um amparo que possa auxiliar nas tomadas de decisões. Ele ficar 90 minutos mais os acréscimos focado em tudo e ele tendo potencial. Então, espero poder implantar esse novo profissional, mas acho que não tenho o resultado de atletas com TDAH. E, se tiver, vai ser um ganho gigante porque vai ser trabalhado.

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