Na coletiva de imprensa, Eduardo Barroca apareceu visivelmente comprometido. O time enfrenta uma série de nove partidas sem conseguir uma vitória, e o treinador admite que a pressão psicológica sobre os jogadores e a comissão técnica é intensa.
Em relação à sua permanência
Questionado sobre uma possível ameaça ao seu cargo após a derrota por 1 a 0 para o Juventude, Barroca afirmou que não houve qualquer discussão sobre sua demissão.
— Eu mantenho uma comunicação direta com o presidente (Mário Marroquim). Ele é uma pessoa próxima e franca, então essa ideia de demissão não foi levantada. Entretanto, essas situações são naturais em um clube desse porte.
Reflexões sobre críticas
O técnico também ressaltou a importância de compreender as críticas da torcida.
— Quem ocupa a posição que eu ocupo em um clube com essa grande responsabilidade precisa ser capaz de lidar com as críticas, trabalhar arduamente para encontrar soluções e é isso que devemos focar. Precisamos ser humildes o suficiente para admitir que devemos melhorar e ouvir as críticas de forma construtiva, trabalhando silenciosamente para apresentar uma resposta em campo, que é onde realmente precisamos mostrar resultado.
Sobre a partida no estádio Rei Pelé, Barroca apontou que, além da habilidade da equipe do Juventude, a questão emocional teve um impacto significativo no CRB nesse último sábado.
— Enfrentar o Juventude já seria desafiador em qualquer cenário, pois é uma equipe que atua com uma linha defensiva sólida e é fisicamente forte, dificultando as oportunidades para os adversários. Somado a isso, a sequência de jogos sem vitórias criou um peso mental adicional.
O treinador destacou ainda que o desempenho do time está sendo afetado pelo lado emocional.
— No primeiro tempo, nossa equipe esforçou-se e gerou algumas boas chances, assim como o Juventude fez. Porém, estamos vivendo um momento em que as oportunidades surgem, mas não conseguimos finalizá-las. Já o adversário está aproveitando as chances que tem — explicou Barroca, acrescentando:
— Isso não se restringe apenas à partida de hoje. No jogo contra o Athletic, estávamos à frente por 2 a 0, sofremos um gol no início da segunda etapa, anotamos um terceiro gol que foi anulado, tivemos uma bola na trave, e depois na jogada que resultou no segundo gol do Athletic, houve um contra-ataque em que um jogador foi ao limite para conseguir o terceiro gol, e acabamos levando o segundo gol.
Para o técnico, o gol sofrido no primeiro tempo complicou ainda mais a situação do CRB.
— Estamos em um momento em que as coisas não estão funcionando bem. Sofrer um gol no primeiro tempo foi a pior coisa que poderia ter acontecido. Isso torna tudo ainda mais difícil mentalmente.
A equipe do CRB jogou neste sábado com os seguintes jogadores: Matheus Albino; Hereda, Bressan (Henri), Fábio Alemão e Lucas Lovat; Luizão (Mikael), Pedro Castro e Danielzinho; Douglas Baggio (Patrick de Lucca), Dadá Belmonte (Kevin) e Luiz Phellype (Guilherme Pato).